A um jovem Poeta

Você, que ainda é puro e sabe o quão fundamental é ela para a sua aventura de poeta, fica irado contra os outros, ao sentir que a sua presente agressividade é fruto de um complexo de culpa. É você, não os outros, quem está em crise. E se os outros também o estiverem, razão a mais para você afirmar-se em sua luta, que é a luta de todo poeta, para ajudá-lo a sair dela. Pois você não auxiliará ninguém, muito menos a si mesmo, se seu coração não estiver limpo de ressentimento e sua luta contra "o outro" não for constante. "O outro", não preciso dizer, é você próprio. É o súcubo que, todos, temos dentro de nós; o ser calhorda, comprável com a moeda da mentira e da lisonja, que de repente adota a gratuidade como norma, por isso que a paixão é mais insaciável que o infinito aberto em cima. E a paixão não se vende nunca.
Cada poeta é uma coisa em si, mas todos os poetas devem o mesmo à Poesia: a própria vida. Há, o poeta, que queimar-se e causar sempre mal-estar aos que não se queimam. Há que ser o grande ferido, o grande inconformado, o grande pródigo. Há que viver em pranto por dentro e por fora, de alegria ou de sofrimento, e nunca dizer "não" a ninguém, nem mesmo àqueles que optaram pelo não chorar.
Você meu caro Jovem Poeta, que foi dotado de talento e de beleza, não tem o direito de negar-se ao seu martírio. Só ele pode tornar a sua poesia emocionante. Só ele pode salvá-lo do formalismo em que caem os que se recusam a estar sempre despertos. É preciso que todos vejam a luz que seu coração transverbera, mesmo coberto por bons panos. Não negue o seu olhar de poeta aos homens que precisam dele, mesmo tendo o pudor de confessá-lo. Abra a sua camisa e saia para o grande encontro.
Vinicius de Moraes

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Juventude será tema da Campanha da Fraternidade em 2013


Fraternidade e Juventude. Este será o tema da Campanha da Fraternidade de 2013. A escolha foi feita hoje, 15, pelo Conselho Episcopal Pastoral, que está reunido desde ontem na sede da CNBB. O tema foi proposto pelo Setor Juventude da CNBB, que recolheu cerca de 300 mil assinaturas junto aos jovens do Brasil. O lema será escolhido na próxima reunião do Consep. 

O Setor da Mobilidade Humana da CNBB apresentou e defendeu o tema do tráfico de pessoa humana e o trabalho escravo. Outros temas foram apresentados, mas não receberam votos. Esta será a segunda Campanha da Fraternidade sobre a Juventude. A primeira foi realizada em 1992 com o lema “Juventude, caminho aberto”.

A escolha dos temas da Campanha da Fraternidade é feita com antecedência de dois anos.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

80 anos de João Gilberto

Em 50 anos, foram onze álbuns gravados em estúdio e metade desse número de discos ao vivo - cinco e meio. Menos de 17 discos de registro do som que tanto impacto causa na música há 50 anos: a voz e violão de João Gilberto. Nesta sexta-feira (10), em que João Gilberto completa 80 anos de vida, o assombro e a influência que sua arte ainda inspiram são os mesmos de quando lançou “Chega de Saudade”, de Tom Jobim e Vinicius de Moraes, em 1959. João Gilberto já sabia tudo: constantemente reinventando e evoluindo suas canções e interpretações, toda sua obra é lida como a evolução de uma sonoridade única, elaboradamente simples e infinitamente sofisticada.

Leia sobre cada um dos discos de João: do primeiro, lançado em 1959, até o mais recente, de 2004
"Chega de Saudade" (1959)
Depois de participar do disco “Canção do Amor Demais” (de Elizeth Cardoso) e lançar dois 78 rotações em 1958, João Gilberto chegou à modernidade dos LPs ajudando a inventá-la. A voz íntima do ouvido, o som de violão absolutamente claro, a abordagem ao mesmo tempo casual e lapidada: eram muitos elementos novos que somavam àquele núcleo de criação exemplar. Além da remodernização de antigos sambas da década de 40 - um Dorival Caymmi, um Marino Pinto, dois Ary Barrosos -, contribui muito com o sabor de novidade a presença do produtor Tom Jobim, com três canções, seus pianos discretos e seus arranjos cheios de pequenos detalhes nas cordas e sopros, como contracantos de João.
Grande momento: “Morena boca de ouro”, releitura de um sucesso de 1941 de Ary Barroso, na voz de Silvio Caldas, aqui com o piano de Tom Jobim e a economia do arranjo impressionantes até hoje.
"O Amor, o Sorriso e a Flor" (1960)
O segundo LP de João Gilberto já começava ousado na capa, em preto-e-branco solarizado, criada por Cesar Vilela, que em breve faria as famosas capas da gravadora Elenco. Gravado pouco mais de seis meses depois do primeiro disco, e novamente com direção musical de Tom Jobim, o álbum trazia no repertório seis novas canções do produtor, mais um Caymmi e um antigo sucesso nunca gravado do tempo de conjuntos vocais: “O Pato”.
Grande momento: Abrindo com vocalises que reinventam as harmonias da versão original do conjunto vocal Anjos do Inferno, de 1945, “Doralice”, de Caymmi, ganha versão definitiva com João Gilberto, em nada além de um minuto e 29 segundos. De acompanhamento, além de seu violão e leve percussão, a modernidade do piano delicado e cristalino de Tom Jobim e breves comentários da flauta no contraponto.
"João Gilberto" (1961)
No mesmo fôlego, um ano depois foi gravado o terceiro LP, homônimo, de João Gilberto. Em algumas faixas, acompanhado do conjunto do pianista Walter Wanderley, todo o resto novamente com Tom. Além de três novas do produtor, o repertório continua lembrando antigos sambas dos anos 40, desta vez com dois Caymmis, um Geraldo Pereira e um Bide/Marçal.
Grande momento: “A primeira vez”, samba de Bide e Marçal cantado por Orlando Silva em 1939, surge em versão quase invertida: o volume do original é traduzido em arranjo quase solo de voz-e-violão, apenas com o piano ocasional de Tom.
"Getz/Gilberto" (1964)
E então, o mundo descobriu. Gravado em Nova York ao lado do saxofonista Stan Getz (e com Tom ao piano), o álbum foi lançado pela gravadora de jazz Verve e se tornou famoso em todo o planeta, ganhando cinco prêmios Grammy. Cantada pela mulher de João, Astrud, “Girl from Ipanema” saiu em single e vendeu mais de um milhão de cópias - a canção se tornou uma das mais regravadas da história.
Grande momento: O máximo de sublime de João em disco se revela em sua interpretação de “Pra machucar meu coração”, do então recém-falecido Ary Barroso, que João muito admirava e havia acabado de conhecer. Perfeição no piano de Tom, sax de Getz, baixo e bateria de Tião Neto e Milton Banana, e João, no seu mais suave e musical.
"Getz/Gilberto II" (1964)
O primeiro disco ao vivo de João, gravado no Carnegie Hall em outubro de 1964, lado B de um LP com Stan Getz do outro. Na versão em CD, cinco faixas bônus trazem João e Getz juntos, com Astrud.
Grande momento: Apesar de não manter a aura de magia do encontro em estúdio, “Você e eu” ao vivo é mais um interessante encontro do violão ritmado do João com o sax jazzístico de Getz e a voz vaporosa de Astrud.
"En Mexico" (1970)
Gravado durante temporada de João Gilberto no México, como já fica claro no título, o álbum só foi gravado seis anos depois do último, e desta vez com arranjos de Oscar Castro Neves. Entre as novidades do repertório, três boleros, dois Jobins, duas autorais sem letra e uma composição de seu amigo João Donato gravada dois anos antes por Sergio Mendes: “The Frog”.
Grande momento: João canta tão próximo do microfone que sua respiração funde-se com sua voz com inigualável efeito de intimidade com o ouvinte em “Astronauta” (também conhecida como “Samba da pergunta”), só com seu violão, piano pontuando e etéreas cordas ao fundo.
"João Gilberto" (1973)
O auge do minimalismo zen de João, gravado novamente em Nova York. Desta vez acompanhado apenas do percussionista Sonny Carr e, em uma faixa, da voz de sua então nova esposa, Miúcha. Além de um Jobim, três faixas sem letra e mais alguns sambas antigos, a grande novidade são canções de Caetano Veloso e Gilberto Gil.
Grande momento: É irresistível acompanhar as harmonias vocais que João cria em contracanto com Miúcha em “Isaura”, sua versão do samba de 1945 de Francisco Alves. João, virtuose dos detalhes.
"Best of Two Worlds" (1976)
Com repertório baseado no chamado “álbum branco”, de três anos antes, traz novo encontro com Stan Getz, mais de dez anos depois do “Getz/Gilberto” original. Duas faixas são cantadas solo por Miúcha e uma novidade do repertório é “Retrato em Branco e Preto”, parceria do irmão da noiva, Chico Buarque, com Tom Jobim.
Grande momento: Cantada com serenidade e emoção por João, “Ligia” é uma novidade de Tom Jobim até hoje: João canta a primeira versão da letra, diferente da que depois ficou mais conhecida, com retoques de Chico Buarque. Getz aparece com dois solos dobrados, sobrepostos com melodias diferentes.
Amoroso" (1977)
Trazendo composições em inglês, italiano e espanhol e arranjos de orquestra do alemão Claus Ogerman - que havia cuidado da orquestra nos discos solo de Tom Jobim -, “Amoroso” foi desde seu lançamento recebido como momento de gala para João e é até hoje um dos álbuns mais conceituados entre jazzistas.
Grande momento: Não é nem preciso entender a letra em italiano de “Estate” para ficar tocado com sua sensibilidade. Lendo-se, então, o “verão que criou nosso amor” e agora é um “legado de dor”, emocionante.
"João Gilberto Prado Pereira de Oliveira" (1980)
Segundo disco ao vivo de João, de um especial de TV da Rede Globo com plateia, orquestra e participações de sua filha Bebel Gilberto (então com 14 anos) e Rita Lee. Johnny Alf e Lamartine Babo são surpresas do repertório.
Grande momento: Antiga marchinha de 1939 de Lamartine Babo, cantada por Mário Reis em dueto com Mariah, vira pura bossa com a voz da tropicalista Rita Lee, interpretações em pura doçura.
"Brasil" (1981)
Gravado com Caetano Veloso, Gilberto Gil e Maria Bethânia: o violão de João, comentários dramáticos nas cordas e percussões e as quatro vozes se fundindo - Bethânia canta suave como nunca antes ou depois. Quase um disco conceitual sobre a Bahia, com versões de Caymmi, Ary Barroso e, novidade, Os Tincoãs.
Grande momento: Versão do standard americano “All of me” pelo letrista Haroldo Barbosa, “Disse alguém” é uma pérola, com João fazendo uma adaptação jazzística da sua batida ao violão, pequenas alterações na melodia e toda uma nova cor nas imagens em português.
"Ao Vivo em Montreux" (1986)
Terceiro disco ao vivo e um dos melhores momentos de João no palco, foi gravado - todo de voz e violão - no famoso festival de jazz suíço em 1985 e lançado em LP duplo, depois CD simples com duas músicas a menos.
Grande momento: O antigo sucesso de 1948 de Haroldo Barbosa na voz d’Os Cariocas, “Adeus América”, ganha todo um novo contexto na voz mântrica de João Gilberto, que tanto tempo morou nos Estados Unidos e havia retornado ao Brasil há pouco.
"João" (1991)
Com arranjos de cordas do americano Clare Fischer sobre a base de violão e voz de João, o disco não atinge os mesmos níveis de Amoroso, mas tem ótimo repertório, com Noel Rosa, Cole Porter, bolero, chanson.
Grande momento: João parece ter total controle sobre como fazer o tempo parar, andar para frente ou para trás em seus ritmos de violão e andamentos vocais. Em “Eu sambo mesmo”, de Janet de Almeida, cantada pelos Anjos do Inferno em 1946, o sublime é atingido já nos primeiros segundos.
    "Eu Sei Que Vou Te Amar" (1994)
    O quarto disco ao vivo de João e o mais sem graça, com mixagem imperfeita, edição brusca e repertório sem surpresas. “Você não sabe amar” é boa surpresa.
    Grande momento: “Lá vem a baiana”, de Caymmi, sempre perfeito na voz de João.
    "Live at Umbria Jazz Fest" (1996/2002)
    Quinto disco ao vivo de João, gravado na Itália em 1996 e lançado em CD em 2002. Mais atualizações de canções de todas as fases da carreira de João.
    Grande momento: “Isto aqui o que é?”, de Ary Barroso, tão conhecida e sempre tão nova com João.
    "Voz e Violão" (1999)
    Produzido por Caetano Veloso, foi o último de estúdio gravado por João e o único inteiramente só de voz e violão. O repertório recupera sambas antigos de Bororó, Herivelto Martins, uma raridade de Tom Jobim, dois Caetanos e novas lapidações de “Chega de saudade” e “Desafinado”, cada vez mais sintéticas.
    Grande momento: Dessa vez João Gilberto não foi tão longe, apenas 1980, para encontrar uma maravilha. “Você vai ver” foi lançada no álbum Terra Brasilis, de Tom Jobim, como uma elegante canção de fim de amor, aqui transformada em pura candura.
    "In Tokyo" (2004)
    País que cultua João Gilberto talvez até mais que o Brasil e recebe visitas frequentes para turnês, o Japão rendeu o mais recente disco ao vivo de João, sexto de sua carreira. Gravado em 2004, João tinha então 73 anos e faz ótima performance, tranquila e depurada.
    Grande momento: Aracy de Almeida cantava “Louco” de Wilson Batista em 1946, e desde os anos 50 João a traz em seu repertório, apesar de nunca tê-la gravada em estúdio. Canta ao vivo a história do louco que chora e anda pelas ruas, virando até um vagabundo.
    Fonte: Musica UOL

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Os alunos de Rembrandt

Tête du PèlerinAté o dia 18 de julho, o Museu de Louvre, na França, oferece uma excepcional viagem artística e espiritual na exposição “Rembrandt e sua relação com Cristo”.

O texto é de Isabelle Francq e publicado pela revista francesa La Vie, 21-04-2011.
Em 1629, aos 23 años, Rembrandt pintou Le Repas d’Emmaüs [A refeição de Emaús]. Um pequeno quadro a óleo (conservado no Museu Jacquemard-André, em Paris), em que, em um primeiro plano, vê-se uma silhueta posicionada em frente ao brilho de uma vela que ilumina aquele que está diante dela e a perscruta. Assim, Cristo aparece irradiando a luz, mas permanece totalmente na sombra, em todo o seu mistério e sem que se possa distinguir seus traços.

Em 1648, o mestre flamengo pintou “Les pélerins d’Emmaüs”  [Os peregrinos de Emaús] (conservado no Museu do Louvre). Desta vez, Cristo aparece de frente, mostrando um rosto sem beleza alguma, mas cheio de humanidade. Entre os tempos e ao longo de sua vida, a exposição do Louvre demonstra a figura de Cristo pintada por Rembrandt. Além de cenas de pregação, de milagres e crucificação, ele pintou uma série de sete faces de Cristo dos quais não se conhece a cronologia e sem que se saiba se se trata de estudos preparatórios ou de obras definitivas.

De todas as formas, Rembrandt compôs esses retratos de Cristo na época em que se representavam sobretudo cenas bíblicas. Pela primeira vez, esses sete quadros são reunidos. É preciso correr para vê-los no Louvre. Entrar na marcha artística desse gênio da pintura e desse leitor questionador da Bíblia em busca da verdade de Jesus. Voltando as costas para o academicismo da sua época e às representações de um Cristo de uma beleza ideal, vê-se nas figuras de Rembrandt uma paleta de emoções cheias de humildade, de doçura e de fragilidade. Em resumo, encontramos um homem.

E é nessa sua humanidade que Rembrandt busca nos dizer Deus. Para chegar lá, ele se inspirou em modelos vivos. Por uma questão de autenticidade, ele pode tê-los escolhido na comunidade judaica de Amsterdam…

Fonte: IHU online

sexta-feira, 13 de maio de 2011

49 Assembleia termina com um bispo do Maranhão na dirigência da CNBB

Na manhã desta sexta-feira, 13, a então presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) declarou encerrada a 49ª Assembleia Geral da entidade, que teve início em Aparecida (SP), no dia 4 de maio. O encerramento dos trabalhos aconteceram por meio de uma celebração conduzida pela presidência da Conferência que encerra hoje seu mandato de quatro anos.
“Para a presidência da CNBB e Comissões Episcopais Pastorais, presidentes dos organismos do povo de Deus, assessores, secretários executivos, amigos que nos acompanham pelos meios de comunicação, irmãos e irmãs do Senhor acompanha-nos a Palavra de Deus que como luz nos ilumina o madanto de Jesus ecoei em nossos ouvidos e nos estimule na missão que nos confia. Ide por todo o mundo, nas lutas, dificuldades, diante dos desafios e peso da responsabilidade acompanhe-nos a certeza. Eu estarei convosco todos os dias”, iniciou assim seu pronunciamento o então presidente da CNBB, dom Geraldo Lyrio Rocha.
Na sua fala dom Geraldo fez menção ao primeiro ato de sua presidência à frente da CNBB que foi a recepção ao papa Bento XVI no dia 9 de maio de 2007. Ele disse que foi “uma graça ter tido a oportunidade de, na sua presidência, poder receber o pontífice pela primeira vez no Brasil”.
A realização da 49ª Assembleia Geral da CNBB em Aparecida foi segundo dom Geraldo, como a experiência dos apóstolos no cenáculo com a mãe de Jesus.  “Sentimos-nos como os apóstolos no cenáculo com a mãe de Jesus, unidos no afeto. Aqui nós aprovamos as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE), realizamos as eleições para aqueles assumirão a CNBB nos próximos quatro anos e vivemos dez dias pontilhados pelos momentos de oração especialmente a oração eucarística a cada manhã na Basílica Nacional de Nossa Senhora Aparecida”, frisou dom Geraldo.
Agradecimentos
DSC_0343Dom Geraldo Lyrio Rocha também se dirigiu a todos aqueles que participaram dos trabalhos da presidência da CNBB no quadriênio de 2007 a 2011 agradecendo pela colaboração e enfrentamento das dificuldades. Ao vice-presidente e secretário geral, dom Dom Geraldo afirmou que foram companheiros de “colaboração e profunda comunhão”. Lembrou também os organismos vinculados à CNBB pelo trabalho prestado nos últimos quatro anos, dos assessores nacionais, dos Regionais e suas presidências, do Conselho Episcopal Pastoral (Consep) e o Conselho Permanente.
Pela realização da 49ª AG em Aparecida, dom Geraldo fez questão de lembrar o novo presidente da CNBB, cardeal Raymundo Damasceno Assis, que também é arcebispo de Aparecida; a reitoria do Santuário Nacional de Aparecida e a Congregação dos Redentoristas, “que proporcionaram a realização desta Assembleia aos pés de Nossa Senhora Aparecida”.
Aos que foram eleitos, continuou dom Geraldo Lyrio Rocha. “Imploro o espírito de Deus que ilumine os nesses próximos quatro anos: o presidente, dom Raymundo Damasceno Assis; o vice-presidente, dom José Belisário da Silva; e o secretário geral, dom Leonardo Urich Steiner, que realizem todo o seu trabalho ao longo desse novo quadriênio que começa agora a fim de que tudo que realizarem seja para o fortalecimento da Igreja de Cristo”, disse.
Nova presidência da CNBB
DSC_0350O novo presidente da CNBB, cardeal dom Damasceno, elogiou o trabalho feito pela então presidência. Trabalho “feito com muita competência nos últimos quatro anos. “As Comissões Episcopais Pastorais, os membros do Conselho Permanente, os assessores, funcionários e funcionárias da sede em Brasília: em nome da presidência atual os nossos mais sinceros agradecimentos pedindo que Deus retribua a todos pelo que fizeram pela Igreja no Brasil nos últimos quatro anos”, agradeceu.
Dom Damasceno agradeceu também pela oportunidade lhe dada para “continuar a servir a Igreja. Vemos essas escolhas sempre como a vontade de Deus que nos confiou esta responsabilidade. Agradeço também a todos que depositaram em nós essa confiança. Sabemos que não estamos sozinhos, portanto, a corresponsabilidade é de todos, determinada pelos estatuto e regimento da nossa Conferência”.
As DGAE é o primeiro rumo que a nova presidência da CNBB tem para seguir nos próximos quatro anos, segundo dom Damasceno. Ele disse esperançoso que espera das Igrejas particulares “a aprovação de planos de pastorais fundados nas novas DGAE para que elas sejam realidade na Igreja no Brasil”.
O cardeal encerrou pedindo a Deus e à intercessão de Nossa Senhora Aparecida as bênçãos para esta nova “caminhada e missão evangelizadora que começa hoje, para que possamos sair daqui renovados no nosso ardor missionário”. Pediu também a colaboração de todos “nos âmbitos federal, municipal, estadual”. E finalizou pedindo “ao Cristo ressuscitado companhia nessa nossa nova missão”, finalizou.

Autor/Fonte: www.cnbb.org.br

segunda-feira, 9 de maio de 2011

30 anos da PJ da Paróquia de Nossa Senhora da Glória

Em comemoração aos 30 anos da Pastoral da Juventude da Paróquia Nossa Senhora da Glória e São Judas Tadeu (PJ-G), a Coordenação da PJ-G em conjunto com a Equipe de Assessores da PJ-Ga estão trazendo um dos mais renomados conhecedores do mundo juvenil de todo Brasil. O Pe. Jorge Boran, C.S.sp é membro do Centro de Capacitação da Juventude e foi Assessor Nacional da PJ durante sete anos. Foi, também, membro da Equipe Latino-Americana da PJ do CELAM (Conselho Episcopal Latino-Americano).

Membro da congregação dos Padres do Espírito Santo, Boran é autor de alguns dos mais importantes livros que abordam a Igreja Católica, entre eles “O Futuro Tem Nome: Juventude”. Ele também é autor de “O Senso Crítico e o Método Ver-Julgar-Agir”“Juventude, O Grande Desafio”“Curso de Capacitação Para Coordenadores Jovens” e “Curso de Dinâmica para Liderança Cristã”.

Durante anos, Jorge Boran estuda o universo juvenil, buscando identificar as causas pelas quais tantos jovens ainda não conseguem entender a mensagem do Evangelho de Jesus Cristo e porque a Igreja tem tanta dificuldade em responder aos desafios atuais no trabalho com os jovens. Tem larga experiência com jovens desde o nível de grupo de base até os níveis nacional e internacional. Em suas obras e palestras, Boran faz uma análise crítica, social, cultural e religiosa da realidade juvenil, sem esquecer da contribuição e do elo existente com as outras faixas etárias.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

DIRETRIZES PARA INSPIRAR AÇÃO PASTORAL DA IGREJA NO BRASIL

Em coletiva de imprensa o arcebispo de São Luis fala sobre as novas diretrizes da ação evangelizadora no Brasil. a reportagem é do site Zenit.
O arcebispo de São Luís (Maranhão), Dom José Belisário da Silva, afirmou que as novas Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (DGAE) têm o papel de “inspirar” a ação pastoral da Igreja no Brasil.
O prelado é o presidente da Comissão do Tema Central – as DGAE – da 49ª Assembleia Geral da CNBB, evento que decorre em Aparecida até o dia 13. Esse documento deve ser aprovado nesta assembleia e terá validade até 2015.
Em coletiva de imprensa na tarde desta quarta-feira, o arcebispo explicou que “as Diretrizes Gerais são uma espécie de plataforma de governo da nova presidência da CNBB”.
“Elas serão fonte de inspiração para a Conferência e para as Igrejas Particulares de todo o Brasil.”
O novo texto é “enxuto” e está “inspirado em cinco urgências pastorais: Igreja em Estado Permanente de Missão; Igreja – casa de iniciação cristã; Igreja fonte de animação bíblica; Igreja Comunidade de Comunidades; Igreja a serviço da vida plena no mundo”.
Dom Belisário destacou o primeiro item “Igreja Permanente em Estado de Missão”, como indispensável para a manutenção da essência da vida da Igreja.
“A natureza e essência da Igreja é a missão e, por isso, nas novas Diretrizes a temática é abordada no primeiro item para que seja fonte ampla de inspiração para a Igreja”, disse.
Questionado sobre o crescimento de outras religiões e uma possível preocupação da Igreja Católica quanto a isso, Dom Belisário ressaltou que a Igreja está concentrada, apenas, no cumprimento da missão deixada por Jesus.
“A Igreja é uma das forças sociais que existem. Não é hegemônica e nós não queremos reduzir a mensagem evangélica a produto para consumidores”, afirmou.
O arcebispo de Aparecida, cardeal Raymundo Damasceno Assis, concordou com as colocações de Dom Belisário.
“Queremos uma Igreja missionária, que vai em busca das pessoas, porque essa é sua natureza primeira, que responde ao mandato do próprio Jesus Cristo, que disse ‘Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a Criatura’”, afirmou o cardeal.
Eleições
Outro grande tema da 49ª Assembleia CNBB são as eleições para os cargos diretivos do organismo. Serão escolhidos – para o próximo quadriênio – o presidente, vice-presidente e secretário-geral da CNBB, e também os presidentes das Comissões Episcopais Pastorais.
O coordenador da equipe para as eleições da CNBB, Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, bispo de Guarabira (Paraíba), explicou que as eleições devem ocorrer na próxima semana, a partir do dia 9, pois as votações começam tradicionalmente após o Retiro Espiritual dos Bispos, que se realiza no fim de semana.
“As eleições são o segundo tema central da Assembleia deste ano, o primeiro é as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil. Todos os bispos já receberam o caderno com o regulamento geral para as eleições, e os eleitos terão o cargo de duração de quatro anos e constituirão o Conselho Permanente da CNBB.”
“Todos os bispos são livres para manifestar sua convicção e liberdade. Diferente de outras eleições, teremos uma preparação espiritual para refletirmos melhor”, disse Dom Francisco.
Serão usadas urnas eletrônicas nas nossas eleições, semelhantes às usadas nas eleições civis. O presidente, vice e secretário-geral da CNBB são eleitos em votações separadas.
O eleito deve ter dois terços dos votos no primeiro ou segundo escrutínio. Se houver terceiro e quarto escrutínio, basta a maioria absoluta dos votos. Se assim não resolver, o quinto e último escrutínio acontecerá com os dois candidatos mais votados no quarto escrutínio.

terça-feira, 3 de maio de 2011

UFMA realiza a XI Semana de Comunicação

O Departamento de Comunicação Social e a Universidade Federal do Maranhão anunciam a realização da XI Semana de Comunicação, entre os dias 31 de maio e 03 de junho nas instalações desta instituição.

Paralelamente à Semana, serão realizadas a I Jornada de Pesquisa e Extensão e a II Semana do Audiovisual.

Para o evento, há as presenças confirmadas de Lúcia Santaella (PUC/SP), Erick Felinto (UERJ), Marcos Palácios (UFBA),  André Pase (PUC/RS) e a cineasta Eliane Caffé.

O hotsite do evento (www.semanacomunica.ufma.br) estará disponível já na próxima semana. Contatos já podem ser feitos pelo mail semanacomunica@ufma.br ou telefone (98) 3301-8430. As inscrições - que serão feitas pelo site - estarão liberadas a partir do dia 09 de maio.